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Solidão infantil: Como o Esporte pode ajudar!

A solidão é necessária às crianças, assim como também é para os adultos. Estar só faz parte da vida e nos conecta com nós mesmos, além de incentivar a imaginação e ser importante para nossa formação. Mas se você começa a perceber que seu(a) filho(a) se isola demais e ele(a) passa a apresentar algumas mudanças no comportamento, fique atento(a).

Para que você comece a observar melhor seu(a) filho(a) e a identificar seus problemas, primeiro trataremos nesse artigo sobre as características da depressão infantil e na adolescência. Depois explicaremos como um grande e potente companheiro pode oferecer muita energia nos passos até a melhoria da qualidade de vida do(a) seu(a) pequeno(a), o esporte!

Uma entrevista feita pelo Dr. Drauzio Varella, disponível no site UOL, a uma especialista em depressão infantil, mostrou que os principais pontos da doença são:

  • As crianças vão só reclamar de seus problemas físicos, porque ainda não sabem nomear suas emoções e as aceitam como seu jeito de ser. Por isso, ao serem atingidas pelos efeitos da depressão, se queixam de males “concretos” como a dor de cabeça, a dor de barriga ou dores no corpo;
  • Na infância os números de depressão são parecidos para os dois sexos. Já na adolescência, as meninas estão mais vulneráveis, até por influência dos hormônios;
  • Crianças deprimidas têm seu sono afetado e normalmente passam por pesadelos durante a noite. O medo de ficarem sozinhas também influencia na hora em que vão se deitar e elas acabam chorando muito antes de dormir, mostrando-se assustadas e aflitas;
  • A doença na infância também resulta em dificuldades na escola porque gera uma perda de iniciativa, que fará com que a criança deixe de aprender;
  • Não há brincadeira que a faça se sentir melhor e o desinteresse é constante. Fica parada na maioria do tempo e deseja estar sempre com alguém em quem confie por perto;
  • Estresses do dia a dia como o luto, a separação dos pais, uma mudança de escola e perdas em geral podem conduzir a um quadro depressivo. Mas, na maioria dos casos, há uma influência genética por componente hereditário. Portanto, é necessário um cuidado maior se já houver casos do tipo no grupo familiar;
  • Crianças deprimidas tendem a desistir de suas atividades com maior facilidade porque não possuem boa autoestima para enfrentar desafios;
  • Não há necessidade do uso de medicamentos para tratar a doença na infância e, caso seja necessário, o período de tratamento é inferior ao dos adultos, já que a criança responde muito mais rápido às medicações.

Além disso, há diferenciações entre outros problemas psicossociais que são encontrados através do comportamento das crianças. A hiperatividade pode existir quando elas não têm a capacidade de ficar quietas e se mexem o tempo todo. Há também um subtipo da hiperatividade marcado pela desatenção, nesse caso a criança não consegue se concentrar nas atividades e pode ser vista muitas vezes como uma pessoa desligada.

Não só o isolamento deve ser tratado com maior atenção, mas sim o comportamento da criança de maneira geral. A solidão e a tristeza também não necessariamente caracterizam a depressão, no entanto merecem o tratamento adequado com o mesmo grau de importância.

A terapia com psicólogos desde a infância, o dia a dia dos pais junto à criança e o incentivo de práticas físicas são ótimas maneiras de combater e tratar a doença. Veja a seguir como o esporte vai deixar seu(a) filho(a) mais sociável, ativo e saudável para lidar com a solidão da maneira adequada.

Deixando um grande vilão de lado: o sedentarismo

O sedentarismo é um dos fatores causadores da depressão, tanto para crianças como para adultos. Em um estudo publicado no periódico científico American Journal of Psychiatry, quase 34 mil pessoas sem sintomas de ansiedade e depressão foram acompanhadas durante 11 anos. Segundo os resultados encontrados, os sedentários eram 44% mais propensas a ter depressão, em comparação com aqueles que faziam pelo menos uma hora de atividade física por semana.

São liberados dois hormônios que influenciam diretamente nas emoções e no humor, durante a realização de atividades físicas: a endorfina e a dopamina. O primeiro é também conhecido como o “hormônio da alegria”, porque promove a sensação de euforia, bem-estar e o alívio de dores. A segunda substância apresenta efeito analgésico — interrompe dores — e ainda é tranquilizante.

As amizades e o sentimento de inclusão

Ao iniciar uma atividade física, a criança pode até se sentir intimidada a conhecer os outros alunos e iniciar novas amizades. No entanto, durante a realização dos exercícios, a interação vai se tornando necessária e a criança aceita de forma orgânica a se enturmar naquele grupo.

Muitas vezes, os amigos naquele ambiente conseguem compartilhar melhor dos pontos de vista e até da linguagem utilizada, por serem praticamente da mesma faixa etária. Além disso, a maioria das práticas de atividade física necessitam do trabalho em equipe. Mesmo que a criança se negue a interagir a partir da conversa falada, ela realizará o esporte compartilhando momentos e conhecendo seus futuros novos amigos por meio da atividade que é proposta pelo professor.

Autoestima decolando

Como já mostrado, a depressão infantil afeta na autoestima das crianças, gerando desmotivação constante. Com o esporte, muitas conquistas, vitórias e evoluções pessoais podem ser observadas pela própria criança e transformadas em uma admiração por si mesma.

O bom professor sabe reconhecer os feitos de um aluno dentro do esporte, incentivando-o a buscar melhores resultados. Construindo uma rotina constante de ida às aulas, os resultados virão espontaneamente e seu(a) filho(a) não precisará se sentir pressionado.

Os ganhos não significam apenas prêmios ou medalhas levadas para casa, mas até a própria socialização, que o traz novos amigos para brincar, e algum exercício aprendido depois de muito esforço.

Aprendendo a lidar com as perdas

Nem sempre a criança sairá ganhando no esporte. A atividade prevê uma disputa e uma hora um lado precisará lidar com a derrota. Ao começar a se habituar com essas perdas, a criança passa a construir maneiras de lidar com os problemas e seguir em frente.

Durante a vida, as decepções podem afetar muito mais do que as derrotas no esporte. No entanto, ao enxergar sempre que é possível se levantar e tentar de novo, além de entender também que o que realmente vale é o aprendizado, a criança consegue se preparar melhor para os problemas fora daquele ambiente.

Ao invés de se isolar, ela passará a encarar suas limitações e pode até começar a conversar sobre o que lhe aflige.

Trocando a solidão pela independência

O esporte permite que as crianças desenvolvam responsabilidades próprias às quais deverão se dedicar e cumprir frequentemente. O horário, a preservação e o cuidado com seu uniforme, o compromisso com a aprendizagem dentro de aula ou até a ida a campeonatos são alguns dos pontos que ajudam a criança a se tornar mais independente no dia a dia.

Depois de entrar para a prática esportiva, ela poderá se ocupar sozinha a pensar e se organizar em relação à atividade que a motiva, o lugar onde brinca e se vê crescendo ao mesmo tempo. Passa a enxergar a necessidade de fazer suas atividades por conta própria e o isolamento começa a ser encarado de uma outra forma.

Conclusão

A depressão infantil e na adolescência apresenta características próprias que podem ser reconhecidas no dia a dia do(a) seu(a) filho(a). A diferença entre essa doença e a hiperatividade é que, enquanto na primeira a criança se isola e não tem motivação, na segunda ela não consegue ficar parada, seja fisicamente ou mentalmente.

Nem sempre a solidão e a tristeza significam a presença da depressão na vida do(a) seu(a) filho(a), mas o isolamento excessivo deve ser tratado com igual atenção.

O esporte pode ajudar a criança em ambos os casos, trazendo inúmeros benefícios, tais como:

  • O abandono do sedentarismo, um grande causador da depressão, e a produção de hormônios que promovem bem-estar;
  • O desenvolvimento de novas amizades e a criação do sentimento de pertencimento junto ao trabalho em equipe;
  • A construção de uma boa autoestima a partir do reconhecimentos de suas conquistas;
  • A aprendizagem adquirida pelas derrotas no esporte que a preparam para lidar com as perdas na vida;
  • A independência adquirida pelos compromissos que a prática esportiva a demanda e a criação de uma nova perspectiva para a solidão.

Não se esqueça também de que o acompanhamento profissional é a medida crucial para tratar a solidão excessiva, assim como outros problemas emocionais e de socialização. Construa um modelo de vida completo com seu(a) filho(a) e o ajude a se tornar um adulto saudável.

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Referência 
BRUNA, Maria Helene Varella. Depressão infantil da adolescência.
Disponível em: <drauziovarella.uol.com.br/entrevistas-2/depressao-infantil-e-na-adolescencia-entrevista/>. Acesso em: 18 de jul de 2019.
2019-07-22T12:51:57+00:0019 de julho de 2019|Informativo|Comentários desativados em Solidão infantil: Como o Esporte pode ajudar!